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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Isso é uma mixórdia!


por Arilano Castro Gomes**
Não pudemos mais negar: o Ensino, a Pesquisa e a Extensão não são mais uma realidade concreta na UESB, pois os “resultados proclamados” após o resultado das eleições para reitor coloca em xeque o sentido pleno dessa instituição.
Existem, no seio do governo Wagner, dois grupos se digladiando e proclamando cada lado como vencedor da eleição para Reitor. É grande o enxame de emails que estão a nos chegar, dos dois lados, tentando esclarecer “o resultado daquelas eleições”. Os discursos cada um é mais contundente do que o outro, no sentido de se reafirmar a argumentação almejada, principalmente sobre o prisma do que vai se assentar na mesa do governador Jacques Wagner. Os dois lados que se digladiam, por terem representações no seio da base aliada do governo – um tem o líder do governo a frente, outro tem deputados do PDT e outras “lideranças ao seu lado” -, se dizem merecedores do aval da caneta do governador. E assim vai…
O que esta sendo deixado de lado é o outro lado dessas eleições. Após “a proclamação do resultado” pela Comissão Eleitoral, pôde-se constatar o grande desleixo em que se encontra a UESB, o que não é de agora. Esse desleixo pode ser notado, no processo eleitoral, pela grande quantidade de votos anulados e votos em branco e o mais primordial, pela grande quantidade – principalmente pelo lado dos estudantes o grande motriz dessa instituição – de membros da comunidade que deixaram de “comparecer as urnas”. E esse não comparecimento teve uma grande razão de ser. Além dos desafetos que votaram nulos e deixaram os votos em branco, como os que deixaram de comparecer, trouxeram a tona a triste realidade da UESB: nada em si na Instituição está funcionando sobre o prisma de uma educação plena. E o mais interessante dessa análise é a grande constatação de que o governo Wagner não tem nenhum projeto – como, também, interesse – em fundamentar uma educação de qualidade no estado da Bahia. Se assim esse governo de fachada o fizer, com certeza estará, mais do que nunca, configurando a sua incapacidade de administrar esse estado. Aliás, essa incapacidade já foi até mesmo reconhecida pelo próprio governador, quando ele em desespero saiu atrás dos “carlistas puros sangues”, como a excrescência do senador Cesár Borges, o qual deu-lhe as costas, mas que o governador acabou ficando no consolo, com o apoio de outra excrescência, o ex-governador calista Oto Alencar. E assim vai.
Mesmo com toda essa realidade, que ninguém pode negar, o digladiar se acirra na UESB. Mas o que está por trás desse digladiar, nada mais, nada menos é o buscar os cargois e as benesses que o governador tem a oferecer para a UESB. O que está é jogo é fazer da UESB mais um trampolim político para interesses estapafúrdios e que não atinge em cheio o desejar de sua comunidade: melhores salários para seus profissionais: professores e servidores técnicos administrativos – para que os serviços pertinentes a uma boa educação aconteça -, melhores investimentos na infra-estrutura – não no intuito de dar uma boa cara na fachada física, para aqueles que por ela circundam – que venham a propiciar melhores condições de trabalho, investir na qualificação de tudo o que se faz necessário para que a educação se consolide, propiciar que aos estudantes sejam garantidos condições plena para uma boa educação e que formem bons cidadãos e não mero robôs para o “pleno capital” e que a UESB seja associada ao pleno desenvolvimento das comunidades nas quais ela se insere – assim como já foi em passados recentes -. E assim vai.
Se o governador tiver um mínimo de decência e de respeito à comunidade uesbiana, o melhor que ele poderá fazer será eliminar todo o processo eleitoral que ocorreu, descartando as três chapas que participou desse processo, vindo até a comunidade ouvindo seus reclamos e sendo propicio aos seus pleitos, pois isso ocorrendo com certeza teremos de fato uma instituição que preserva uma educação plena e teríamos condições de dar pleno funcionamentos as suas áreas de ensino, pesquisa, extensão e de solidez aos trabalhos de seus técnicos administrativos. Para isso deveria ser respeitado somente o direito de viverem a realidade da instituição somente os plenos concursados (sejam professores e ou servidores) e assim seria fomentada ao alunado a educação que, embora hoje esteja somente no discurso, todos nós almejados. Mas com certeza esse sonho está longe de se concretizar.
Enquanto esse sonho não deixa de ser uma utopia, pelo visto parece que continuaremos a ver a UESB somente no descaminho. E até que chegue o resultado desse digladiar, parece que teremos somente duas dúvidas: continuaremos a sermos subjugados pelos péssimos gestores que hoje temos ou voltaremos a sermos subjugados por gestores – hoje muitos detratores- que já nos assolaram? E assim vai…
Graças a Deus que ainda temos na UESB algumas nuances de racionalidade, o que foi demonstrado pelo “resultado oculto” da eleição para Reitor, e que ainda existem quem ainda luta por ela, mesmo que se prenuncie tardio… E com certeza ainda haveremos de ver a instituição vencer, em detrimento de quem pessimamente a rege.
**Arilano Castro Gomes
Ex-professor substituto, ex-aluno de graduação e aluno de pós graduação
Sempre UESB

terça-feira, 25 de maio de 2010

Uesb: Eleitores de Ana Angélica ainda não se dão por vencidos


Presença de candidata do campus de Jequié na eleição da Uesb traz à tona citações recehadas de preconceito
Presença de candidata do campus de Jequié na eleição da Uesb faz emergir citações recheadas de preconceito
Apesar da divulgação  feita pela Comissão Coordenadora do Processo Eleitoral da UESB,  apontando   o professor  Paulo Roberto, com 42,8% dos votos válidos, a candidata Ana Angélica, 41,5 % dos votos, ainda não se deu por vencida e está dando entrada num recurso no qual pede a impugnação dos funcionários cujos nomes constam de uma lista apresentada após o dia 10 de maio. A avaliação do grupo que apoiou a candidata, é de que um total de 170 funcionários votantes (113 Redas e 55 de livre nomeação da Reitoria) foram decisivos para o resultado do pleito. Os funcionários, num total de 540 eleitores, representam peso maior no processo eleitoral, por ter quantidade inferior ao contingente de professores e alunos. Na contagem geral dos votos Ana Angélica obteve 2650 contra 2081 de Paulo Roberto. O resultado do pleito depois de homologado no CONSU será encaminhado ao governador Jaques Wagner, a quem cabe a nomeação do sucessor do Reitor Abel Rebouças.
Na cidade de Vitória da Conquista, comando da reitoria, o resultado da eleição da Uesb navega no campo da política partidária local. A derrota da candidata  Ana Angélica, é atribuída a mais uma derrota imposta ao grupo do ex-reitor e deputado estadual  Waldenor Pereira (PT), líder do governo na Assembleia, que estaria buscando uma “virada de mesa”, para que a sua candidata seja nomeada, independentemente do resultado da eleição paritária ter sido favorável a Paulo Roberto. Um outro aspecto  traz à baila o distanciamento entre os campi de Vitória da Conquista e Jequié  revelada por  alguns docentes conquistenses ao  considerarem  Angélica “de fora”, numa alusão ao fato dela ser vinculada ao campus de Jequié. De maneira equivocada, deixam de  reconhecer a legitimidade da candidata num processo que envolve uma instituição multicampi  cuja vitória [para os que pensam dessa maneira] representaria a entrega da universidade a Jequié”. O nível de preconceito revelado por essas pessoas em relação a Jequié, torna cada vez mais justa a luta isolada de alguns em defesa do desmembramento do campus local da estrutura da Uesb. Que a classe política local entenda e lute por  isso…

Ana Angélica durante debate na Uesb: “Não podemos mudar as regras do jogo”


Da redação



Durante um dos debates realizados nas eleições para reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), a  candidata Ana Angélica, que tem o apoio do deputado petista Waldenor Pereira, se mostrou totalmente a favor do voto paritário. Quando questionada sobre o porquê de estar apoiando esta modalidade, ela foi enfática: “Não podemos mudar as regras do jogo”.


Vale lembrar que o grupo que está na sua defesa tem lutado para tentar ganhar as eleições no “tapetão”. O candidato Paulo Roberto venceu as eleições na modalidade em vigor, o paritário, e ficado em primeiro lugar nas três categorias (alunos, funcionários e professores) nos campus de Vitória da Conquista e Itapetinga.

fonte: Blog da Resenha Geral

Incoerência e oportunismo: mais uma perípécia do radialista (político-candidato) Hérzen Gusmão


por Mariana Lima


É lamentável o oportunismo e a incoerência do radialista (político-candidato) Hérzen Gusmão, mais uma vez demonstrados no processo eleitoral da UESB, ainda inacabado.

Em 2002, o então candidato Abel Rebouças, PERDEU AS ELEIÇÕES PARA REITORIA DA UESB. Mesmo derrotado, aceitou ser nomeado. Na votação paritária Abel ficou em segundo lugar, com 33% dos votos e a chapa vencedora, que tinha a Professora Ana Angélica como Vice-Reitora, teve 53%. Na época, com 21 votos de frente, Abel alegou que vencera as eleições pelo voto universal. No entanto, esta modalidade de votação, VOTO UNIVERSAL, por ele utilizada para proclamar-se vencedor, não fazia parte do regimento eleitoral.

Por conveniência e oportunismo, Abel, com o apoio do seu grupo político, do qual faz parte o hoje candidato a reitor Paulo Roberto, pediu ao governador do Estado para ser nomeado, desrespeitando o regimento eleitoral que havia estabelecido VOTO PARITÁRIO.

O grupo de Abel e Paulo Roberto nunca defendeu o voto universal; seja naquela ocasião, seja em qualquer outro momento.

Na época, o radialista Herzem Gusmão defendeu com veemência a nomeação de Abel.  Tempo depois, o radialista Hérzen  é nomeado pelo já Reitor Abel para ocupar o cargo de Assessor Especial da Reitoria, com salário de aproximadamente, R$ 2.800,00 e a Diretora da rádio que  ele comanda foi nomeada para um cargo de gerência, com salário em torno de R$ 1.700,00. E esses dois cargos exigem o cumprimento de carga horária de 40 (quarenta horas), jornada essa, que nunca foi cumprida. QUE COINCIDÊNCIA ...

E O TEMPO PASSA… Eis que o radialista se candidata a Prefeito, com o apoio de Abel…
Já fora da UESB, eis o radialista almejando uma candidatura a Deputado federal, só que Abel também… veio a rusga e o desentendimento provisório entre os dois. Tentando tirar proveito político das eleições da UESB, o radialista articulou-se com um dos candidatos a reitor e passa a defender voto universal.

Inviabilizada a candidatura a Deputado Federal de Abel e rechaçado pelo candidato a reitor, a quem dera seu apoio, que o desqualificou chamando-o de VENAL e de BOCA DE ALUGUEL, o radialista Herzem Gusmão VOLTA A SER PROCURADO pelo grupo de Abel.

As eleições para reitor da UESB ocorreram no último dia 20 de maio e mesmo com a manipulação do colégio eleitoral – com mais de 50 votos de pessoas que foram nomeadas pelo reitor e que não são nem professores nem funcionários-, Ana Angélica e Luiz Otávio tiveram 569 votos a mais, no total de votantes, do que Paulo Roberto e Rech (candidatos de Abel). No voto paritário, como está regulamentado, os candidatos ficaram empatados tecnicamente, uma vez que a diferença entre ambos é de apenas 1,3% dos votos em favor do candidato Paulo Roberto. Não fosse a manipulação do colégio eleitoral, com os votos de livre-nomeados, feita pelo grupo de Abel, ANA ANGÉLICA E LUIZ OTÁVIO GANHARIAM.

Assim, é no mínimo curioso que, antes mesmo do anúncio oficial do resultado das eleições, o radialista Herzem Gusmão tenha se posicionado em favor da nomeação de Paulo Roberto, em detrimento de Ana Angélica; que segundo o critério do voto universal – “que ele sempre defendeu” – venceu seu adversário por uma diferença de 569 votos.

A democracia não pode sobreviver sem uma imprensa livre e independente. O ato de informar, o debate de idéias e posições contrárias é essencial à cidadania. O posicionamento de cada jornalista e radialista é aceitável, mas a manipulação e utilização político-partidária da imprensa, em comunhão com órgãos públicos, é um desserviço à vida social saudável e à vida coletiva.
Resta então a pergunta: quais interesses estariam por traz desse posicionamento?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Grupo de Waldenor tenta atropelar resultado eleitoral na UESB



da Redação



Após divulgação pela Comissão Coordenadora do Processo Eleitoral da UESB, que apontou a vitória do professor Paulo Roberto, com 42,8% dos votos válidos, a candidata Ana Angélica, 41,5 % dos votos, tem o apoio do grupo do deputado estadual Waldenor Pereira (PT), que tenta junto ao governador Jacques Wagner a sua nomeação. Tem sido tradição nas eleições passadas, o respeito pelos governantes que sempre nomearam o mais votado. Insatisfeito com a terceira derrota, o deputado petista, ex-reitor, tenta ‘virar a mesa’.

No passado, os correligionários de Pereira, integrantes da comunidade acadêmica, diziam ser GOLPE uma nomeação que não fosse a do mais votado, de acordo regras estabelecidas pelo CONSU. Na Resenha Geral de hoje (24), o presidente do PDT, Alexandre Brust, afirmou que vai ao governador para que o mais votado, no caso, Professor Paulo Roberto, seja nomeado.

fonte: Blog da Resenha Geral

sábado, 22 de maio de 2010

E a agora Waldenor...?


por José Nunes Neto**

    Após o resultado das eleições da Uesb onde o vencedor foi o candidato da situação Paulo Roberto, uma coisa ficou latente: o grande derrotado foi o deputado estadual do PT, Waldenor Pereira. Ele acumula uma série de derrotas nas disputas em Vitória da Conquista, perdeu 3 eleições seguidas na Uesb (2002, 2006 e 2010) e pelo menos dois bate-chapas, um para presidência do PT e outro para candidatura a prefeito, quando perdeu para Guilherme em 2008.

   Seus seguidores ficam expostos nessas disputas, seguidores esses que nem sempre se comportam de forma correta, vide as eleições da Uesb esse ano. Um modelo de "fazer política" já ultrapassado onde a truculência chega ao ponto de retirar material de propaganda dos outros candidatos das salas de aula. O uso de "cavalos de batalha" e "cães de guarda" não intimida mais ninguém. Os alunos da Uesb já perderam o medo.

   Os seguidores do deputado Waldenor precisam refletir. Até que ponto vale à pena se envolver nessas disputas? Se expor dessa forma para só colher derrotas consecutivas? Será que esse modelo de "liderança" está correto? O deputado está numa situação muito  "confortável": líder do governo na Assembléia Legislativa e  líder de uma "tropa de choque" que garante todas suas "vontades políticas".

Bom, eles que são vermelhos que se entendam...

**José Nunes Neto
Estudante de Jornalismo, 4º semestre, Uesb.